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EUA elevam tarifas sobre aço e alumínio para 25% e Brasil pode ser afetado

Medida assinada por Trump amplia taxação sobre metais importados e pode impactar setor siderúrgico brasileiro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na noite desta segunda-feira (10) um decreto que aumenta de 10% para 25% as tarifas sobre a importação de aço e alumínio. A medida, que já era prevista dentro da política de proteção à indústria nacional, pode afetar diretamente grandes exportadores para o mercado norte-americano, como Brasil, Canadá e México.

Trump justificou a decisão afirmando que os Estados Unidos devem impor tarifas equivalentes às aplicadas por seus parceiros comerciais. “Hoje estou simplificando nossas tarifas sobre aço e alumínio. São 25% sem exceções ou isenções”, declarou o presidente ao assinar a ordem no Salão Oval.

O Brasil, que registrou um aumento de 74% nas exportações de aço para os EUA entre 2022 e 2024, representa atualmente 15% do total importado pelo país. Já no setor de alumínio, ocupa a 14ª posição entre os fornecedores do mercado americano. A elevação das tarifas pode impactar diretamente a indústria brasileira, que tem os Estados Unidos como um de seus principais compradores.

Em 2018, durante o primeiro mandato de Trump, o Brasil negociou um acordo que estabeleceu cotas para exportação de aço aos EUA. Agora, com a nova taxação, o governo brasileiro ainda não definiu se adotará contramedidas e aguardava a oficialização da medida para avaliar possíveis respostas.

A decisão também amplia as tensões comerciais entre os Estados Unidos e seus principais parceiros. O Canadá e o México receberam um adiamento de 30 dias para a aplicação das tarifas, enquanto a China, que já vinha sendo alvo de medidas protecionistas do governo americano, respondeu com novas retaliações.

A elevação das taxas deve gerar impacto no comércio global e reacender debates sobre a política protecionista adotada por Trump em relação às importações de metais.

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