Vídeos; “Espancaram até matar, agora apanham para viver: facção faz justiça por Fernando Vilaça”
Adolescente foi espancado até a morte após reagir a insultos homofóbicos no bairro Grande Vitória; vídeo mostra agressores sendo cobrados por facção em um “tribunal do crime”
MANAUS – A morte brutal do adolescente Fernando Vilaça, de 17 anos, espancado no bairro Grande Vitória, zona Leste de Manaus, segue gerando forte comoção e desdobramentos impactantes. Após ser agredido por um grupo de jovens em razão de insultos homofóbicos, Fernando foi internado em estado gravíssimo e teve morte encefálica confirmada dias depois.
De acordo com relatos de moradores, o adolescente não era homossexual, mas sofria bullying recorrente e ofensas como “viadinho” por parte de outros jovens da vizinhança. Na tarde do crime, Fernando havia saído de casa apenas para comprar leite, quando decidiu questionar os agressores sobre as provocações. A abordagem, no entanto, resultou em uma reação covarde e violenta. Após o espancamento, Fernando foi socorrido, passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos.
Fernando era descrito por amigos e familiares como um jovem tranquilo, estudioso e sonhador. A tragédia provocou comoção no bairro, e no domingo (6), familiares e amigos realizaram seu sepultamento no Cemitério Parque Tarumã, em clima de revolta e tristeza.
A situação ganhou novos contornos nesta semana. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram os agressores sendo punidos fisicamente por membros de uma facção criminosa, em um típico “tribunal do crime”. Um dos criminosos diz na gravação: “Estão sendo cobrados pelo erro”. A cobrança, segundo relatos, teria ocorrido logo após a morte do adolescente.
A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) investiga o caso, que envolve tanto o homicídio de Fernando quanto os atos de represália praticados pela facção. A Polícia Civil ainda não confirmou a identidade dos agressores, nem se os mesmos foram oficialmente responsabilizados pela Justiça.
Enquanto isso, a comunidade clama por justiça formal, pedindo que os responsáveis respondam pelo crime de forma legal, sem o envolvimento de ações paralelas que podem gerar ainda mais violência.
