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UE e EUA fecham acordo comercial com tarifa de 15% e promessa de estabilidade econômica

Pacto sela fim de tensões comerciais e prevê investimentos bilionários da Europa nos EUA; líderes reagem com cautela

A União Europeia e os Estados Unidos chegaram a um acordo comercial histórico durante uma rodada de negociações realizada em um resort de luxo na Escócia, pertencente ao ex-presidente americano Donald Trump. O novo pacto estabelece uma tarifa padrão de 15% sobre todas as exportações europeias para o mercado norte-americano.

Embora os detalhes ainda estejam sendo finalizados, Trump afirmou que o bloco europeu se comprometeu com centenas de bilhões de dólares em investimentos nos EUA, incluindo compras expressivas de energia. Segundo ele, trata-se do “maior acordo já feito”.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também elogiou o pacto, destacando que ele garante previsibilidade e estabilidade em um cenário internacional incerto. “Vamos substituir o gás e o petróleo russos por grandes volumes de gás natural liquefeito, petróleo e combustíveis nucleares provenientes dos Estados Unidos”, anunciou.

Apesar do tom positivo dos chefes de governo, as reações de outros líderes europeus foram marcadas por prudência. O chanceler alemão, Friedrich Merz, disse que o acordo foi essencial para evitar um conflito comercial que poderia ter afetado duramente a indústria exportadora da Alemanha. “A unidade da UE e o trabalho árduo dos negociadores garantiram a preservação dos nossos interesses fundamentais”, escreveu em rede social.

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, classificou o acerto como promissor, mas disse que precisa analisar os termos com mais profundidade. Já o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, apontou que, embora o comércio fique mais caro, a medida trará estabilidade e ajudará a proteger empregos. Em 2024, a Irlanda exportou cerca de £ 60,4 bilhões (US$ 81,1 bilhões) para os EUA, sendo o país europeu mais dependente do mercado americano.

Von der Leyen reconheceu que a tarifa de 15% representa um desafio, mas ressaltou que ela ainda é mais vantajosa do que os 30% inicialmente propostos. “Esse acordo nos garante acesso ao mercado americano e inaugura uma nova era nas relações comerciais transatlânticas”, concluiu.

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