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Hospedagem de ouro: preços na COP30 viram piada internacional e assustam diplomacia

Diárias em Belém chegam a ultrapassar R$ 600 mil e geram pressão internacional para mudança de sede da conferência climática da ONU

Faltando poucos meses para a realização da COP30, em novembro de 2025, Belém virou alvo de críticas no cenário internacional — mas não por suas políticas ambientais, e sim pelos preços estelares das hospedagens. Delegações estrangeiras estão perplexas com as tarifas que beiram a ficção científica: três diárias por R$ 608.874, como mostra um dos anúncios de imóvel “de alto padrão” localizado a quase 10 km do centro da capital paraense.

No centro da crise diplomática está o presidente da conferência, André Corrêa do Lago, que confirmou que vários países estão pressionando pela mudança da sede da COP30, alegando prática abusiva e “extorsiva” por parte dos hotéis e anfitriões locais. Um dos apartamentos listados oferece 3 camas, 7 banheiros e muito drama — por mais de R$ 200 mil a diária. Já uma casa simples de 33m², distante do centro, não sai por menos de R$ 244 mil as três noites.

Segundo o mapa de valores no Booking, o mínimo por três diárias em alguns bairros periféricos beira R$ 10 mil a R$ 180 mil, enquanto unidades em áreas centrais ultrapassam os R$ 300 mil com facilidade.

O cenário causou mal-estar diplomático, segundo o Bureau Climático da ONU, que coordena os preparativos do evento. “Multiplicaram o valor das diárias por 15 e querem que a gente sorria”, teria dito, em tom irônico, um delegado europeu segundo relatos de bastidores.

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