Policial civil envolvido em caso de agressão em condomínio morre em grave acidente na avenida do Turismo, em Manaus
Raimundo Nonato Oliveira Machado, que em 2023 incentivou agressão contra babá e permitiu disparo de arma pela esposa, morreu após colidir com poste e cair em ribanceira
Manaus – O investigador da Polícia Civil do Amazonas, mestre de jiu-jitsu e figura central de um caso polêmico em 2023, Raimundo Nonato Oliveira Machado, morreu na manhã desta segunda-feira (4) em um grave acidente de trânsito na avenida do Turismo, bairro Tarumã, zona Oeste da capital amazonense.
Segundo informações apuradas no local, o policial perdeu o controle do carro que dirigia, colidiu violentamente com um poste de energia elétrica e, em seguida, despencou em uma ribanceira, parando em uma área de mata no sentido aeroporto. O impacto foi fatal, e Nonato morreu antes da chegada do socorro.

Uma força-tarefa foi mobilizada para atender a ocorrência. Equipes do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), Polícia Militar, Polícia Civil, Instituto Médico Legal (IML) e Perícia Criminal atuaram no resgate, remoção do corpo e isolamento da área.

O acidente causou forte congestionamento, afetando inclusive a Avenida Coronel Teixeira, na região da Ponta Negra, com reflexos no tráfego durante toda a manhã.
Histórico de repercussão
Raimundo Nonato ganhou notoriedade nacional em agosto de 2023, quando incentivou sua esposa, Jussana Machado, a espancar a babá do casal no estacionamento de um condomínio de luxo na Ponta Negra. Na ocasião, ele também passou sua arma de fogo pessoal para Jussana, que realizou um disparo e atingiu de raspão a perna do advogado e patrão da babá, que tentava apartar a briga.
Câmeras de segurança flagraram o momento exato em que o policial incitava a esposa a continuar com as agressões, além do instante em que a arma foi entregue para ela, que efetuou o disparo. O caso foi registrado no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e gerou forte reação da sociedade, com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AM) pedindo sua exoneração imediata da Polícia Civil.
Víde: Motorepórter, Anderson.
