Tornado de categoria 3 devasta cidade no Paraná e deixa seis mortos e mais de 400 feridos
Rio Bonito do Iguaçu foi o município mais atingido, com ventos acima de 250 km/h e 80% da cidade destruída
Um tornado de categoria 3 atingiu na noite de sexta-feira (7) diversas cidades do interior do Paraná, deixando pelo menos seis mortos, mais de 400 feridos e um cenário de destruição. O fenômeno climático extremo provocou colapsos em construções, destelhamentos em massa e danos severos à rede elétrica e à infraestrutura pública.
De acordo com a Defesa Civil estadual, o município de Rio Bonito do Iguaçu foi o mais afetado. Ventos que ultrapassaram os 250 km/h destruíram cerca de 80% da área urbana, deixando ruas intransitáveis e centenas de residências inabitáveis. Houve também registros de danos em Guarapuava, Candói e Laranjeiras do Sul, onde equipes de resgate seguem atuando.
O governo do Paraná confirmou que, além das seis mortes, duas pessoas seguem desaparecidas e 432 ficaram feridas, nove delas em estado grave. Cerca de 4,5 mil imóveis permanecem sem energia elétrica, segundo a Copel. Ao menos 28 pessoas estão desabrigadas e mais de mil foram desalojadas, sendo encaminhadas a abrigos emergenciais em Laranjeiras do Sul.
Equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Secretaria de Saúde e órgãos municipais trabalham em conjunto para prestar atendimento médico, remover escombros e garantir o fornecimento de suprimentos básicos.
Diante da gravidade da situação, o governador do Paraná decretou estado de calamidade pública em Rio Bonito do Iguaçu, permitindo o envio imediato de recursos e a adoção de medidas emergenciais. O governo federal também anunciou o envio de ajuda humanitária para as cidades atingidas.
Outros municípios da região, como Quedas do Iguaçu, Espigão Alto do Iguaçu, Três Barras, Guaraniaçu e Foz do Iguaçu, registraram alagamentos, destelhamentos e interrupções no fornecimento de energia.
A Defesa Civil reforçou o alerta de novos temporais e ventos fortes para o fim de semana em todo o Estado, enquanto o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) monitora a influência de um ciclone que pode agravar as condições climáticas no Sul do país.
