Cicloturista russo vive momento de terror ao encontrar onça-pintada na BR-319, no interior do Amazonas
MANAUS, AM — Um cicloturista russo registrou em vídeo um dos episódios mais tensos de sua expedição pela BR-319, rodovia federal que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO) e é considerada uma das mais desafiadoras da Amazônia. Enquanto seguia sozinho pelo trecho de terra, marcado pelo isolamento e pela intensa presença de fauna silvestre, o estrangeiro foi surpreendido por uma onça-pintada.
O encontro ocorreu em uma área remota da rodovia, próxima ao trecho central de 405 quilômetros que permanece sem pavimentação e é apontado como o mais crítico da BR-319, especialmente no inverno amazônico. O ciclista afirma estar a aproximadamente 450 km tanto de Manaus quanto de Porto Velho, em Rondônia, indicando que se encontrava em plena floresta, distante de qualquer apoio imediato.
Encontro tenso e tentativa de defesa
Nas imagens, o cicloturista relata o momento em que o felino se aproxima e passa a observá-lo. Em evidente estado de pânico, ele tenta afastar a onça por meio de gritos e sons agressivos. Aos berros e visivelmente nervoso, o ciclista profere palavrões em russo na tentativa de intimidar o animal e evitar um ataque.
Em determinado momento, menciona a existência de um lago nas proximidades e demonstra medo de ser surpreendido: “Agora ele vai me atacar!”, diz, enquanto tenta manter o predador à distância. Ele também comenta que a onça parecia ser jovem, o que é compatível com a fauna local — a região é conhecida justamente pela forte presença de felinos de grande porte, motivo pelo qual aventureiros apelidaram o percurso de “Caminho das Onças”.
O vídeo termina de forma abrupta, sem revelar o desfecho da situação. Até o momento, não há informações oficiais ou relatos adicionais sobre o que ocorreu após o registro, deixando em aberto se o animal se afastou ou se o ciclista precisou fugir para evitar um ataque.
A BR-319 segue sendo uma das rotas mais temidas por viajantes independentes, combinando longos trechos sem pavimentação, ausência de suporte e a presença constante da vida selvagem amazônica.
