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Marinha francesa intercepta barcos de Santa Catarina com 7 toneladas de cocaína na rota para a Europa

Dez brasileiros foram presos; operação mobilizou forças de Portugal, França, Brasil, EUA e Interpol

Dois barcos pesqueiros que partiram de Santa Catarina rumo à Europa foram interceptados pela Marinha Francesa durante a operação internacional “Renascer”, deflagrada na madrugada do último sábado (23). As embarcações estavam próximas da Ilha da Madeira, a cerca de mil quilômetros de Lisboa, quando foram abordadas com mais de 7 toneladas de cocaína escondidas de forma dissimulada.

A ação contou com apoio direto da Polícia Judiciária de Portugal, que divulgou imagens e vídeo do momento da operação, realizada em águas internacionais. No total, 10 brasileiros foram presos, segundo a Interpol. A carga foi avaliada em 7 milhões de euros — cerca de R$ 48 milhões. Ainda não há confirmação sobre o ponto exato do litoral catarinense de onde os barcos zarparam.

A investigação foi coordenada pela Unidade de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da Polícia Judiciária de Portugal, após alerta do Maritime Analysis and Operations Centre – Narcotics (MAOC-N), que identificou um possível transporte de drogas em curso com destino ao continente europeu. A partir daí, órgãos do Brasil, França, Estados Unidos e Interpol passaram a cooperar no monitoramento da rota.

Em nota, a Polícia Federal brasileira confirmou que os barcos levavam a droga acondicionada de maneira disfarçada e que todos os tripulantes brasileiros foram detidos pelas autoridades portuguesas. Segundo o portal português TSF Rádio-Notícias, nenhum dos presos possuía antecedentes criminais. Cinco deles passaram por interrogatório judicial ainda no sábado e tiveram prisão preventiva decretada; os demais devem ser ouvidos nos próximos dias.

Durante coletiva de imprensa realizada na cidade de Funchal, em Portugal, Artur Vaz, da Unidade de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da PJ, explicou que o plano dos traficantes era transferir a cocaína em alto mar para embarcações rápidas, que fariam o transporte até a Península Ibérica, de onde o carregamento seria redistribuído para outros países da Europa.

O comandante Ricardo Sá Granja, da Marinha Portuguesa, detalhou o tamanho da operação:
“Foram percorridas mais de 3.935 milhas náuticas, o equivalente a aproximadamente 7.280 quilômetros, com 339 horas de empenho direto das equipes marítimas.”

As investigações prosseguem em Portugal, com acompanhamento da Polícia Federal brasileira.

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