Após prisão no Paraguai, Silvinei Vasques será transferido para Brasília sob custódia da PF
Preso ao tentar fugir do Brasil com documento falso, o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, será entregue à Polícia Federal ainda nesta sexta-feira (26) e levado para Brasília, onde permanecerá detido. A prisão ocorreu durante a madrugada, no Paraguai, quando ele tentava embarcar em um voo internacional saindo de Assunção.
De acordo com as autoridades paraguaias, Silvinei foi detido no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi ao tentar burlar o controle migratório utilizando um passaporte falso, se passando por um cidadão paraguaio. A operação foi realizada por inspetores de imigração, com apoio da Polícia Nacional do Paraguai.
Após a prisão, Silvinei foi encaminhado para a região da Tríplice Fronteira, em Ciudad del Este, onde será formalmente entregue à Polícia Federal brasileira. De lá, ele será transferido para Brasília, onde deverá cumprir prisão por determinação judicial.
Tentativa de fuga e identidade falsa

Segundo a Direção Nacional de Migração do Paraguai, Silvinei tentava deixar o país com o nome de Julio Eduardo Fernandez, utilizando um passaporte adulterado. O plano de fuga incluía conexão no Panamá, com destino final em El Salvador. A identidade verdadeira foi confirmada após ação conjunta entre órgãos de inteligência migratória e forças policiais da região.
As autoridades brasileiras já haviam alertado os órgãos paraguaios sobre a possibilidade de fuga, o que contribuiu para a rápida identificação e prisão do ex-diretor da PRF.
Rompimento de tornozeleira eletrônica
Silvinei cumpria medidas cautelares no Brasil, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de deixar o país. Conforme apurado, ele teria rompido o dispositivo de monitoramento antes de cruzar a fronteira. Com o rompimento do equipamento, alertas foram emitidos às autoridades brasileiras e internacionais.
Condenação no STF
O ex-chefe da PRF foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 24 anos e seis meses de prisão por integrar o chamado núcleo 2 da trama golpista investigada após os atos antidemocráticos. A condenação inclui crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado, articulação institucional e outras ações ilegais.
Silvinei também foi apontado como um dos responsáveis por atuar dentro da PRF para dificultar o deslocamento de eleitores da Região Nordeste durante as eleições de 2022.
Situação jurídica
A condenação foi proferida no último dia 16 de dezembro, mas ainda não houve trânsito em julgado. A defesa segue no prazo legal para apresentação de recursos. Mesmo assim, a tentativa de fuga e o descumprimento das medidas judiciais levaram à prisão imediata.
Até então, Silvinei residia em Santa Catarina, onde cumpria as restrições impostas pela Justiça. A prisão no Paraguai encerra a tentativa de deixar o país e reforça a cooperação entre autoridades brasileiras e paraguaias no cumprimento das decisões judiciais.
