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Justiça reduz pena de Robinho, que poderá deixar a prisão antes do prazo previsto

O ex-jogador Robinho, condenado a nove anos de prisão por estupro coletivo na Itália, teve a pena reduzida pela Justiça de São Paulo. A decisão reconheceu a remição de 160 dias da pena, o que antecipa a possibilidade de saída do sistema prisional.

Atualmente detido no Centro de Ressocialização de Limeira, no interior paulista, Robinho teve o pedido acolhido com base em atividades de estudo e trabalho realizadas durante o cumprimento da pena. Na decisão, o juiz responsável declarou remidos 160 dias da condenação do ex-atleta, conforme previsto na Lei de Execução Penal.

Segundo a defesa, a redução não se trata de benefício excepcional, mas do reconhecimento legal do tempo abatido por dedicação a atividades laborais e educacionais dentro da unidade prisional. Com a remição, a previsão inicial de cumprimento da pena, que se estenderia até março de 2033, pode ser antecipada para o fim de 2032.

Robinho cumpre no Brasil a sentença proferida pela Justiça italiana, após decisão definitiva da Corte de Cassação de Roma, que rejeitou o último recurso da defesa em 2022. Em março de 2024, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceu a validade da condenação estrangeira, permitindo a execução da pena em território brasileiro.

O caso refere-se a um episódio ocorrido na madrugada de 22 de janeiro de 2013, na boate Sio Café, em Milão. À época jogador do Milan, Robinho foi acusado, junto com outros cinco brasileiros, de estuprar uma jovem de origem albanesa que, segundo a denúncia, teria sido embriagada antes do crime.

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