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Flávio Bolsonaro aciona Justiça Eleitoral após aparecer filiado ao Missão

 A campanha do candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após o sistema da Justiça Eleitoral identificar o senador como filiado ao Missão e não ao PL. O registro ocorre em meio a questionamentos sobre informações do currículo do candidato.

Certidão histórica de filiação partidária emitida pela Corte mostra que a filiação do filho “Zero Um” do ex-presidente Jair Bolsonaro ao Missão foi registrada em 12 de agosto de 2026 e aparece como regular no sistema da Justiça Eleitoral.

Na mesma certidão, Flávio aparece como filiado ao PL desde 8 de dezembro de 2021, mas com a situação de “desfiliado em 12/08/2026”. Ou seja, o registro no Missão ocorre na mesma data em que foi lançada a desfiliação do senador do PL.

Flávio precisa corrigir o erro a tempo de registrar sua candidatura até as 19h de sábado, 15.

Diploma questionado

Flávio Bolsonaro também se envolveu em outra polêmica nesta quarta-feira, 12: o candidato publicou nas redes sociais seus diplomas de graduação e outros cursos. A lista, porém, não traz uma pós-graduação que informou ter em sua página oficial na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), quando foi deputado estadual.
A ficha de Flávio na Alerj traz que o senador cursou “Pós-graduação em Ciências Políticas pela UFRJ, Rio de Janeiro, RJ”. Ao G1, no entanto, a universidade negou que Flávio tenha estudado na instituição.

O parlamentar afirmou que decidiu apresentar os diplomas para esclarecer dúvidas sobre sua qualificação profissional. Os documentos incluem a formação em Direito pela Universidade Cândido Mendes, uma especialização em Políticas Públicas pelo IUPERJ-UCAM e pela Escola de Políticas Públicas e Governo, além de um MBA em Empreendedorismo e Desenvolvimento de Novos Negócios pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Flávio não comentou sobre a pós-graduação na UFRJ.

O currículo foi criticado por adversários de Flávio na disputa presidencial. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), por exemplo, disse que “quem mente no currículo não tem compromisso com a verdade na hora de governar”.

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