Senador Carlos Viana anuncia pedido de prisão contra diretor-geral afastado da Polícia Federal
O senador Carlos Viana (PSD-MG) anunciou nesta terça-feira (8) que vai protocolar um pedido de prisão preventiva contra o diretor-geral afastado da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, em meio à crise envolvendo a produção e divulgação de relatórios de inteligência da corporação. O Senado Federal confirma que Viana integra atualmente o PSD.
Segundo o parlamentar, o pedido será encaminhado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a outras autoridades. Viana alega possível uso indevido da estrutura e de recursos públicos na elaboração de documentos que classificou como apócrifos. As acusações são do senador e ainda dependem de apuração pelas autoridades competentes.
Andrei Rodrigues foi afastado preventivamente do comando da PF por decisão de André Mendonça nesta terça-feira. O ministro também determinou o afastamento do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, e ordenou que a Corregedoria da Polícia Federal apure as circunstâncias relacionadas à produção dos documentos de inteligência questionados.
A Segunda Turma do STF chegou a formar maioria para referendar o afastamento, com votos de Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques. O julgamento, porém, foi interrompido após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Enquanto a análise permanece suspensa, a decisão provisória de afastamento continua em vigor.
Além do pedido de prisão, Carlos Viana afirmou que pretende provocar outros órgãos, entre eles a Corregedoria da PF e o Tribunal de Contas da União (TCU), para que sejam analisadas possíveis irregularidades relacionadas ao caso.
O senador também anunciou que pretende apresentar pedidos para convocar Andrei Rodrigues, o ministro Alexandre de Moraes e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para prestarem esclarecimentos. Viana ainda disse que buscará uma manifestação da ministra Cármen Lúcia em relação à instalação do Conselho de Ética do Senado e criticou o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, pelo que considera falta de resposta diante da crise.
O episódio ocorre em meio a uma disputa institucional envolvendo integrantes do STF e a Polícia Federal. Mendonça classificou os documentos que embasaram parte da controvérsia como tecnicamente impróprios e determinou investigações sobre sua elaboração.
