Debate ao Senado no Amazonas é marcado por confrontos sobre saúde, BR-319 e gestão pública

O primeiro debate entre os candidatos ao Senado pelo Amazonas, realizado nesta quinta-feira (17) pela TV Norte Amazonas, foi marcado por confrontos diretos, cobranças sobre gestões anteriores e discussões sobre os principais problemas do estado. Saúde, educação, BR-319, Zona Franca, segurança e infraestrutura estiveram entre os assuntos debatidos.

Um dos principais embates ocorreu entre Eduardo Braga (MDB) e Wilson Lima (União Brasil). Braga questionou a atuação de Wilson durante o período em que esteve à frente do Governo do Amazonas, principalmente na área da saúde. O senador cobrou obras e investimentos e afirmou que Wilson não teria construído novos hospitais durante a gestão. Wilson rebateu as críticas e também atacou a atuação de Braga em relação à BR-319.

A BR-319 também provocou troca de acusações entre os candidatos. Braga e Wilson discutiram a situação da rodovia e das pontes que desabaram em 2022, com cada um apresentando críticas sobre a atuação e as responsabilidades relacionadas à infraestrutura do Amazonas.

Plínio Valério (PSDB) levou para o debate questões nacionais e voltou a cobrar Wilson Lima sobre episódios relacionados à pandemia e à compra de respiradores. O senador também questionou o ex-governador sobre sua posição diante de possíveis medidas contra ministros do Supremo Tribunal Federal.

Já Ismael Munduruku (Rede) destacou durante o debate as demandas dos povos indígenas, ribeirinhos e moradores do interior. Ele defendeu maior participação indígena na política e chamou atenção para problemas de saúde, infraestrutura e conectividade enfrentados pelas comunidades mais distantes da capital.

Professora Evany (PSOL) também participou das discussões, abordando principalmente questões sociais, saúde e educação, dentro dos temas apresentados ao longo do debate. O encontro colocou os seis candidatos frente a frente na disputa pelas duas vagas do Amazonas no Senado.

Capitão Alberto Neto (PL) concentrou parte de seus questionamentos na saúde e na educação. Ele classificou a situação da fila do SISREG como “fila da morte” e cobrou soluções para a demora no atendimento de pacientes. O candidato também questionou Wilson sobre o desempenho dos estudantes amazonenses no Enem e levantou a questão da falta de internet em escolas do interior.

O debate ainda teve um confronto entre Wilson Lima e Alberto Neto envolvendo o Porto de Manaus. Wilson fez acusações relacionadas ao suplente de Alberto Neto e ao financiamento da campanha. Alberto Neto pediu direito de resposta, mas a solicitação foi negada pela organização do debate.

Ao longo dos cinco blocos, os candidatos apresentaram propostas e trocaram críticas sobre problemas históricos e atuais do Amazonas. O debate marcou a abertura da programação do NC Eleições 2026 e colocou os principais temas da disputa pelo Senado no centro da discussão eleitoral.

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