Conhecer propostas, histórico, partido e atribuições de cada cargo pode ajudar o eleitor a tomar uma decisão mais consciente
A menos de duas semanas do primeiro turno das Eleições 2026, marcado para 4 de outubro, muitos eleitores ainda não definiram seus votos. Com uma campanha marcada por disputas políticas e temas que ganharam grande espaço no noticiário, especialistas ouvidos pela Agência Brasil apontam alguns critérios que podem ajudar na hora de escolher os candidatos.
Uma das primeiras recomendações é que o eleitor identifique quais são suas próprias prioridades. Questões como saúde, segurança, educação, emprego, impostos e infraestrutura podem ter pesos diferentes para cada pessoa e grupo social.
Entenda o que cada cargo pode fazer
Outro ponto importante é conhecer as atribuições do cargo em disputa. Governadores, por exemplo, administram áreas como segurança pública, rede estadual de ensino, hospitais estaduais e rodovias estaduais.
Já deputados estaduais e federais atuam principalmente na elaboração e alteração de leis, fiscalização do Poder Executivo e participação na definição do orçamento público.
Os senadores também participam da elaboração de leis federais, representam os estados no Congresso e exercem atribuições específicas, como participar de processos de escolha e fiscalização de autoridades.
Conhecer essas funções ajuda a diferenciar propostas que estão dentro das competências de cada cargo de promessas que dependem de outras esferas do poder público.
Histórico e propostas
Especialistas também recomendam analisar o histórico político e profissional dos candidatos, principalmente daqueles que já ocuparam cargos públicos.
Para quem já exerceu mandato, é possível verificar votações, projetos apresentados, decisões tomadas e posicionamentos adotados anteriormente. As propostas de governo também devem ser analisadas para identificar quais medidas são apresentadas e como poderiam ser colocadas em prática.
Outro ponto indicado é observar quem financia e apoia cada candidatura, além dos partidos, federações e alianças políticas envolvidas.
As informações oficiais sobre candidaturas, propostas de governo, declaração de bens e prestação de contas das campanhas estão disponíveis no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Atenção aos partidos
A escolha também passa pelo partido. Mesmo que o candidato tenha posições próprias, sua atuação no Legislativo pode ser influenciada pelas orientações da legenda e pelas alianças formadas.
Por isso, especialistas recomendam observar como o partido costuma votar, quais pautas defende e com quais outras siglas mantém alianças.
Efeito dos chamados “puxadores de voto”
Nas eleições proporcionais — para deputados federais e estaduais — os votos são contabilizados pelo sistema proporcional. Isso significa que a votação de candidatos de uma mesma legenda ou federação influencia a distribuição das cadeiras.
Por esse motivo, candidatos com grande votação podem contribuir para a eleição de outros integrantes da mesma legenda ou federação, fenômeno conhecido como “puxador de votos”.
O eleitor, portanto, pode consultar a nominata do partido ou federação para conhecer os demais candidatos que podem ser beneficiados pela votação dada à legenda.
Prepare-se para o dia da votação
No primeiro turno, em 4 de outubro, o eleitor escolherá deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente da República.
Uma das recomendações da Justiça Eleitoral é levar uma “cola” de papel com os números dos candidatos. O celular não pode ser utilizado dentro da cabine de votação. O TSE também orienta os eleitores a consultarem antecipadamente o local de votação pelo e-Título.
A escolha do voto envolve diferentes fatores. Conhecer as próprias prioridades, as atribuições de cada cargo, as propostas, o histórico dos candidatos e a atuação dos partidos são algumas das ferramentas que podem ajudar o eleitor a fazer sua escolha de maneira informada.
