Até 70% da frota de ônibus de Manaus poderá deixar de circular a partir da meia-noite e um minuto de segunda-feira (9), caso os salários dos trabalhadores não sejam pagos até sábado (7). A ameaça foi confirmada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus, Givancir Oliveira, que afirmou que a categoria já decidiu cruzar os braços se os valores não forem depositados.
Segundo Givancir, o pagamento vence neste sábado, mas o sindicato recebeu informações de que os trabalhadores não deverão receber dentro do prazo. Diante da possibilidade, a categoria se prepara para iniciar a paralisação, respeitando os limites estabelecidos pela legislação de greve.
“A nossa categoria resolveu cruzar os braços caso nosso pagamento não caia até amanhã. Infelizmente, a gente pede desculpa à sociedade. A gente não tinha essa intenção de prejudicar Manaus, mas infelizmente não dá para trabalhar sem receber”, declarou.
O presidente do sindicato, os trabalhadores estão sendo prejudicados e ainda não sabem se terão os salários depositados.
Givancir também explicou que a paralisação deverá atingir entre 50% e 70% dos ônibus, caso o pagamento não seja realizado. A redução da frota começaria já nos primeiros minutos de segunda-feira (9).
“Já se antecipando ao informativo do Sinetram, a categoria, dentro da lei, dentro da legalidade, respeitando os limites legais, irá paralisar de 50% a 70% da frota a partir de segunda-feira”, disse.
De acordo com o sindicalista, quase 7 mil trabalhadores dependem dos pagamentos do sistema de transporte coletivo. Ele ressaltou que os salários já têm destinação definida e são utilizados para quitar despesas essenciais das famílias.
“Esse dinheiro já está contadinho, está certinho. A gente aguarda o dia do pagamento para poder quitar esses compromissos, pagar seus aluguéis, seu cartão de crédito, sua pensão alimentícia para seus filhos, fazer suas compras também”, relatou.
O dirigente acrescentou que a falta de pagamento compromete diretamente a organização financeira dos trabalhadores, que contam com o salário na data prevista para manter as contas em dia.
“Devido ao atraso do pagamento, eles não vão poder mais pagar seus compromissos em dia”, completou.
A paralisação poderá afetar milhares de passageiros que utilizam diariamente o transporte coletivo em Manaus. O sindicato condiciona a suspensão do movimento à regularização dos salários até amanhã.
