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Paciente de dois anos é transferido de Tefé para Manaus com auxílio da Defensoria

Criança aguardava por uma cirurgia de retirada de hérnia inguinal, que não poderia ser realizada na unidade hospitalar da cidade

Uma paciente de dois anos foi transferida de Tefé (distante 523 quilômetros da capital) para Manaus, após pedido da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) à Justiça. A criança aguardava por uma cirurgia para a retirada de uma hérnia inguinal, desde janeiro, mas precisava ser transferida para um hospital da capital, considerando a falta de anestesista pediátrico no município.

Diante do impasse, a Defensoria encaminhou ofícios à unidade hospitalar de Tefé, solicitando as documentações da criança para a transferência. Após as informações serem fornecidas, uma ação foi ajuizada, buscando impor ao Estado e ao Município a transferência, o que só aconteceu após a concessão de uma liminar.

Diagnosticada com hérnia inguinal, uma condição que ocorre quando há o deslocamento de uma pequena parte do intestino através da parede abdominal, a criança já estava com dificuldades para se locomover e realizar atividades simples do dia a dia.

De acordo com a defensora pública Érica Andrade, que atua em Tefé, a unidade tem recebido diversos pedidos de transferência para a capital em razão de alguma urgência médica, principalmente envolvendo crianças.

“Nesse caso, em sede de plantão judicial, conseguimos assegurar a dignidade e o direito à saúde de uma criança que estava com a saúde extremamente fragilizada, em decorrência da espera, há meses, por uma cirurgia. A concessão da transferência e da cirurgia via liminar representa muito mais do que uma vitória judicial, mas significa a preservação da vida, da saúde e da dignidade humana de uma criança”, destacou.

Para a defensora pública, a intervenção da Defensoria foi essencial para garantir urgência na transferência, e a instituição segue à disposição dos moradores que precisarem de assistência e orientação jurídica.

“No fim da semana passada, a assistida entrou em contato com o Polo, informando que já estavam em Manaus e agradecendo toda a ajuda da Defensoria. Nossa instituição está sempre de portas abertas para acolher, orientar e defender a população”, concluiu a defensora pública Érica Andrade.

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