A concentração de fumaça voltou a subir em Manaus e atingiu o maior nível registrado em 2026. Durante a madrugada desta quinta-feira (8), o monitoramento ambiental apontou 490,1 microgramas de partículas finas (PM2,5) por metro cúbico de ar.
O índice foi registrado pelo Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (SELVA), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), e é considerado “péssimo” na classificação utilizada pelo sistema. O nível também supera o recorde anterior do ano, de 286,2 µg/m³, registrado em setembro.
A fumaça voltou a deixar diferentes áreas da capital com baixa visibilidade e piora na qualidade do ar. Outros pontos de monitoramento também apresentaram concentrações elevadas durante a madrugada, com índices superiores a 300 µg/m³.
A situação ocorre em meio ao aumento dos focos de queimadas no Amazonas. Nos primeiros dias de outubro, o estado registrou 554 focos de calor, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
De acordo com a Prefeitura de Manaus, parte da fumaça que chegou à capital também tem origem em queimadas registradas em municípios do interior, entre eles Itacoatiara, Careiro da Várzea, Manaquiri e Autazes.
Recomendações
Com a piora da qualidade do ar, a orientação é evitar exercícios e outras atividades físicas ao ar livre, principalmente nos horários de maior concentração de fumaça. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares devem redobrar os cuidados.
