Polícia apreende 1,3 tonelada de skunk avaliada em R$ 28 milhões no Amazonas

Droga estava escondida em quatro pontos de uma área de mata, em um sítio na comunidade do Aracati; dois estrangeiros fugiram durante a operação

Mais de 1,3 tonelada de maconha do tipo skunk, avaliada em aproximadamente R$ 28 milhões, foi apreendida em um sítio na comunidade do Aracati, no interior do Amazonas. A droga estava escondida em quatro pontos de uma área de mata. Dois estrangeiros que estavam no local fugiram ao perceber a aproximação dos policiais.

A apreensão foi resultado de uma investigação sobre o tráfico de drogas na calha do Rio Negro, que durou cerca de 22 dias. A operação contou com a participação do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), da Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (Seai), da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), de policiais da delegacia de Novo Airão e do apoio da Polícia Militar.

Durante coletiva de imprensa, o secretário de Segurança Pública, coronel Anézio Paiva, destacou a atuação integrada das forças policiais e o uso da inteligência para localizar os entorpecentes.

“Com a inteligência forte, com a integração das forças, tanto as polícias militares e civis, e também com a tecnologia, a gente consegue tirar esses entorpecentes de circulação”, afirmou.

Droga estava escondida em área de mata

Segundo o delegado-geral Bruno Fraga, a apreensão representa um prejuízo financeiro para as organizações criminosas e dificulta o financiamento de outras atividades ilegais com recursos provenientes do tráfico.

“Quando nós conseguimos fazer uma apreensão dessa monta, nós não estamos apenas reprimindo essas organizações criminosas. Nós estamos fazendo um trabalho de prevenção social porque isso impede que eles consigam auferir lucro”, declarou.

O delegado-geral também ressaltou que o dinheiro movimentado pelo tráfico pode ser utilizado para a compra de armas, a corrupção de servidores públicos e a disputa por territórios. Ele destacou ainda que a retirada dos entorpecentes de circulação impede que a droga chegue a potenciais consumidores, incluindo adolescentes.

Investigação durou cerca de 22 dias

De acordo com o delegado Rodrigo Torres, do Denarc, a investigação começou após o recebimento de informações sobre a atuação de estrangeiros no tráfico de drogas pela calha do Rio Negro.

O trabalho foi realizado em conjunto com policiais de Novo Airão e o setor de inteligência da Secretaria de Segurança Pública. A partir das informações levantadas, as equipes conseguiram identificar o local onde os entorpecentes estavam escondidos.

“Foi possível, então, ter o local exato onde essa droga estava escondida”, explicou o delegado.

Os dois estrangeiros que estavam no sítio fugiram durante a aproximação policial. As informações divulgadas sobre a operação não detalham a identidade dos suspeitos nem se houve prisões relacionadas ao caso.

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