O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira (26) que foi intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes e que está proibido de deixar o Brasil. A declaração ocorre um dia após sua derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio relatou que foi abordado por agentes federais quando deixava a residência do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília.
Segundo o senador, a determinação partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e teria como fundamento uma declaração de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, feita na última sexta-feira (23), sugerindo que Flávio deixasse o país caso perdesse a eleição.
“Eu nunca pensei em sair do país”, declarou o parlamentar, que classificou a medida como uma tentativa de intimidação e afirmou que pretende contestá-la judicialmente.
Flávio também questionou o momento da determinação, anunciada após o resultado eleitoral, e voltou a criticar a prorrogação do horário de votação determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do STF, durante o segundo turno.
O candidato derrotado afirmou ainda que pretende acionar a Justiça Eleitoral para pedir a cassação da chapa vencedora de Lula, alegando irregularidades no processo eleitoral. As acusações não constituem, por si só, comprovação de fraude.
Até a divulgação das informações consultadas, os fundamentos completos da decisão atribuída a Moraes não haviam sido apresentados publicamente nas reportagens. Por isso, não é possível concluir que a medida tenha sido determinada em razão da derrota eleitoral.
O episódio amplia a repercussão política e jurídica do resultado presidencial, em meio aos questionamentos apresentados pelo senador sobre a votação de domingo.
