Moraes determina prisão imediata a Bolsonaro se entrevistas ou conteúdos forem divulgados em redes sociais
Em despacho desta segunda-feira (21/7), o ministro Alexandre de Moraes, do STF, reforçou que Jair Bolsonaro está proibido de qualquer aparição ou veiculação de entrevistas — mesmo por terceiros — nas redes sociais, sob pena de prisão imediata. A decisão aumenta as restrições já impostas, como uso de tornozeleira eletrônica e proibição de contato com diplomatas e investigados, no inquérito que apura tentativa de golpe de Estado.
Moraes proibiu expressamente a veiculação de vídeos, áudios ou transcrições de entrevistas de Bolsonaro nas redes sociais, sob pena de prisão preventiva por descumprimento de medida cautelar. A proibição também vale para perfis de aliados, apoiadores e veículos de comunicação.
A medida faz parte do inquérito que investiga tentativa de golpe de Estado e impede o ex-presidente de usar redes sociais ou se comunicar com outros investigados. Ele já é monitorado por tornozeleira eletrônica e cumpre recolhimento domiciliar noturno.
Nesta segunda-feira, Bolsonaro cancelou uma entrevista ao vivo com medo de ser preso. A decisão de Moraes mantém o cerco jurídico ao ex-presidente e reforça as restrições para evitar sua atuação política por meio das redes.
