Vídeos enviados pelo Hamas mostraram refém em condições de extrema desnutrição, gerando forte comoção entre os israelenses.
Nos registros, Evyatar David aparece visivelmente debilitado, com a voz fraca, dizendo não saber o que irá comer e relatando estar sem se alimentar há dias. Ele exibe um calendário no qual marca os poucos dias em que recebeu lentilhas ou feijão, e vários outros em completo jejum. Em outro trecho, aparece cavando o que acredita ser sua própria cova. Uma pessoa fora da câmera lhe entrega uma lata de comida, ao que ele comenta: “Esta lata é para dois dias, para que eu não morra”.
Os vídeos foram interpretados como uma estratégia do Hamas para pressionar o governo israelense.
O comandante do Estado-Maior do Exército de Israel, tenente-general Eyal Zamir, reafirmou que as operações militares continuarão até a libertação de todos os reféns. Ele demonstrou esperança em um possível avanço nas negociações: “Acredito que, nos próximos dias, saberemos se conseguiremos alcançar um acordo para a libertação dos nossos reféns”.
No sábado (2), Steve Witkoff, enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, esteve em Tel Aviv e se reuniu com familiares dos reféns. Acompanhado por seguranças, ele visitou a Praça dos Reféns, onde ocorrem protestos frequentes por parte de familiares e apoiadores que exigem o fim da guerra e a libertação dos sequestrados.
No domingo (3), um novo vídeo foi divulgado, desta vez com o refém Rom Braslavski. Visivelmente debilitado, ele declarou: “Estou às portas da morte e tenho certeza de que todos os outros reféns estão no mesmo estado mental”.
Em nota pública, a mãe de Rom, Tami Braslavski, afirmou: “O pesadelo que eu temia é real. O medo com o qual convivemos se tornou mais tangível do que nunca. É importante que o mundo veja isso, mesmo sendo doloroso mostrar meu filho naquela condição”.
