DestaqueMobilidade Urbana

Governador diz que não é responsável pela greve dos rodoviários e destaca repasse de R$ 19 milhões

Estado afirma que cumpriu obrigação com o passe estudantil e acusa Sinetram de desorganização no recebimento dos recursos

O Governo do Amazonas se manifestou nesta quinta-feira (11/9) sobre a paralisação do transporte coletivo em Manaus, negando qualquer responsabilidade pelo atraso nos salários dos rodoviários. Em nota, o Executivo Estadual ressaltou que sua relação com o transporte coletivo se limita ao pagamento das meias-passagens estudantis, não sendo de sua competência arcar com obrigações trabalhistas.

Segundo a nota, em agosto o Estado realizou o depósito referente ao benefício estudantil, mas o repasse foi questionado judicialmente e devolvido apenas no dia 11 de setembro, o que atrasou o processo de transferência. O governo destacou que a demora decorreu de problemas internos do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram), que apresentou dificuldades para indicar a conta correta e receber os valores.

Em suas redes sociais, o governador Wilson Lima reforçou que o Estado já cumpriu sua obrigação com os estudantes. “É bom deixar claro que transporte coletivo não é responsabilidade do Governo do Amazonas. Nós temos um compromisso em pagar a meia passagem do aluno, que custa R$ 2,50. Nós acionamos a Justiça e fizemos o depósito em juízo. Tem R$ 19 milhões depositados para garantir que o aluno tenha a gratuidade. Só que até hoje o Sinetram não conseguiu acessar esses recursos porque a certidão está negativa, e isso não é responsabilidade do Estado”, afirmou.

Ele também questionou valores apresentados pelo sindicato. “A Justiça já decidiu e comprovou que o valor é de R$ 2,50, não uma conta de R$ 8 apresentada pelo Sinetram. Isso não existe”, destacou.

Por fim, Wilson Lima expressou solidariedade à população e aos trabalhadores afetados pela greve. “Minha solidariedade ao povo de Manaus e também aos motoristas e cobradores, que acabam sendo prejudicados. O Estado está à disposição para colaborar naquilo que estiver dentro das suas competências”, concluiu.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *