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Moraes suspende inquérito sobre retirada de corpos após megaoperação no Rio

Ministro do STF deu 48 horas para o delegado da 22ª DP explicar motivo da investigação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão imediata da investigação aberta contra as pessoas que removeram corpos de uma área de mata nos complexos do Alemão e da Penha, após a megaoperação policial no Rio de Janeiro.

De acordo com a decisão, o delegado titular da 22ª Delegacia de Polícia (Penha), onde o inquérito tramita, tem 48 horas para apresentar informações sobre a motivação da apuração.

Na madrugada seguinte à operação, mais de 60 corpos foram retirados por moradores da região de mata do Complexo da Penha. No dia seguinte, a Polícia Civil anunciou que investigaria essas pessoas por fraude processual, sob a alegação de que teriam modificado intencionalmente a cena do crime.

As próprias autoridades do Rio haviam informado que não mexeram nos corpos para preservar o local para a perícia.

Durante audiência com organizações da sociedade civil, Moraes ouviu denúncias de que familiares das vítimas teriam sido obrigados a prestar depoimento antes de reconhecer os corpos, e prometeu verificar a situação.

Na mesma decisão, o ministro determinou que todas as imagens das câmeras corporais dos policiais civis e militares que participaram da megaoperação sejam preservadas. Também ordenou o envio ao STF de cópias dos laudos periciais, incluindo registros fotográficos e busca de projéteis.


Nota da Polícia Civil do Rio de Janeiro

“Assim que a 22ª DP (Penha) tomou conhecimento da remoção dos corpos e retirada de fardamentos, foi instaurado inquérito para apurar o crime de fraude processual.
Não se trata de investigação contra familiares de mortos, mas de ordens de líderes da facção criminosa para tentar ocultar os vínculos dos mortos com a organização.”

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