Passaporte de Eliza Samudio reaparece em Portugal e reacende questionamentos sobre o caso
Um novo elemento trouxe novamente atenção ao caso da modelo Eliza Samudio, assassinada em 2010: um passaporte antigo em seu nome foi localizado em um apartamento alugado em Portugal no fim de 2025. A descoberta foi divulgada nesta segunda-feira (5).
O documento foi encontrado entre livros dispostos em uma estante de um imóvel compartilhado. O morador que localizou o passaporte, identificado apenas como José, relatou que se deparou com o material de forma casual e afirmou ter ficado impactado ao reconhecer o nome e a imagem da modelo, em razão da grande repercussão do crime no Brasil.
Após a descoberta, o passaporte foi entregue ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa, que confirmou a autenticidade do documento e informou que o caso foi oficialmente comunicado ao Ministério das Relações Exteriores, em Brasília.
De acordo com as informações repassadas, não existe registro de emissão de segunda via do passaporte, que está em bom estado de conservação. O documento foi expedido em 9 de maio de 2006, com validade até 8 de maio de 2011, e possui todas as 32 páginas intactas. Há apenas um carimbo de entrada em Portugal, datado de 5 de maio de 2007, sem qualquer registro de saída do país ou de entrada em outro território.
Procurada, a mãe da modelo, Sônia Moura, afirmou que não foi oficialmente comunicada por nenhum órgão público sobre a localização do passaporte. Segundo ela, a notícia causou surpresa e reforça a necessidade de novas apurações. “Até agora, nenhum órgão oficial entrou em contato comigo. Estou tão impactada quanto a imprensa. Acho que muita coisa precisa ser investigada”, declarou.
Eliza Samudio desapareceu em 4 de junho de 2010, após informar amigos que faria uma viagem. Ela nunca mais foi vista e, aos 25 anos, foi considerada morta. O ex-goleiro Bruno Fernandes, com quem a jovem teve um filho, foi condenado como mandante do crime, assim como outros envolvidos. Até hoje, no entanto, o corpo da modelo não foi localizado, e apenas objetos pessoais foram devolvidos à família por determinação judicial.
Fonte: portal iG
