Síndico e filho são presos em Goiás por suspeita de matar corretora desaparecida; corpo é encontrado em mata
Daiane Alves Souza sumiu após descer ao subsolo do prédio onde morava, em Caldas Novas; investigações apontam perseguição anterior
A Polícia Civil de Goiás prendeu, na manhã desta quarta-feira (28), Cléber Rosa de Oliveira, síndico do Condomínio Amethist Tower, em Caldas Novas, suspeito de envolvimento no homicídio da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos. O filho do síndico também foi detido durante a operação policial.
Daiane estava desaparecida desde o dia 17 de dezembro do ano passado, quando foi vista pela última vez descendo ao subsolo do edifício onde morava. O corpo da corretora foi localizado em uma área de mata no município de Caldas Novas, segundo informações da polícia. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado.

Em janeiro deste ano, o Ministério Público de Goiás (MP-GO) já havia denunciado Cléber Rosa de Oliveira pelo crime de perseguição, previsto no artigo 147-A do Código Penal. De acordo com a acusação, os episódios teriam ocorrido entre fevereiro e outubro de 2025, período em que o síndico teria adotado condutas reiteradas contra Daiane, colocando em risco sua integridade física e psicológica, além de restringir sua liberdade e privacidade.
Na ocasião, a defesa de Oliveira contestou a denúncia e afirmou, por meio de nota, que todas as ações atribuídas ao síndico teriam ocorrido no estrito cumprimento de suas atribuições legais e estatutárias, com o objetivo de manter a ordem no condomínio. Os advogados Luiz Fernando Izidoro Monteiro e Silva e Daniel Gonçalves Santos Lima sustentaram que eventuais conflitos com a corretora foram tratados dentro da legalidade, inclusive com acionamento do Poder Judiciário.

Até a última atualização desta reportagem, as defesas dos suspeitos não haviam se manifestado sobre as prisões.
O que se sabe sobre o caso
Daiane Alves Souza desapareceu após descer ao subsolo do prédio para verificar uma suposta falta de energia em seu apartamento. Imagens de câmeras de segurança mostram a corretora realizando o trajeto, que chegou a ser gravado por ela com o próprio celular.
Os registros indicam que apenas o apartamento de Daiane aparentava estar sem energia elétrica, enquanto elevadores, corredores e áreas comuns do edifício permaneciam iluminados. A situação levantou suspeitas da família de que o desligamento da energia poderia ter sido provocado de forma intencional.
