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4 mil detentos fogem de prisão no Haiti após invasão de grupo armado

No último sábado, 02/3, uma ação dramática ocorreu em Porto Príncipe, a capital do Haiti, quando uma gangue armada invadiu uma prisão local, resultando na fuga de aproximadamente 4.000 detentos. A embaixada francesa e fontes da mídia haitiana reportaram que a maioria dos presos escapou.

A gangue, que observava a prisão próxima ao Palácio Nacional desde quinta-feira, realizou a invasão sem que o governo, sob liderança do primeiro-ministro Ariel Henry, fizesse comentários imediatos. Henry está no poder desde o assassinato do presidente Jovenel Moïse, em 2021.

Segundo o jornal Gazette d’Haïti, entre os fugitivos estão líderes de gangues influentes. Relatórios da Reuters indicam que, neste domingo, não havia presença policial na prisão, que estava com as principais entradas abertas.

A quantidade exata de fugitivos não é confirmada, mas estima-se que seja quase a totalidade dos presos. Em fevereiro do ano passado, a prisão, com capacidade para 700 detentos, abrigava 3.687, conforme a Rede Nacional de Defesa dos Direitos Humanos.

A agência AFP reportou que pelo menos dez indivíduos morreram durante o incidente, com alguns corpos encontrados nas proximidades da prisão apresentando ferimentos de bala.

Curiosamente, 99 detentos escolheram permanecer nas celas, temendo serem atingidos no tiroteio. Dentre estes, estão os mercenários colombianos acusados de envolvimento no assassinato de Moïse.

A Reuters recebeu um relato anônimo de um detento que ficou sozinho em sua cela, descrevendo que ele e seus companheiros foram surpreendidos pelo som de tiros enquanto dormiam.

Este episódio segue uma onda de violência em Porto Príncipe, incitada pelo traficante e ex-policial Jimmy Cherizier, conhecido como “Barbecue”, que lidera o G9, uma aliança de gangues que domina grande parte da cidade. Cherizier tem incentivado a união de facções para derrubar Henry.

Ele também aconselhou os moradores a manterem as crianças fora das escolas para evitar “danos colaterais” durante o aumento da violência. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) da ONU informou que cerca de 15 mil pessoas foram deslocadas e dez abrigos para desalojados foram esvaziados recentemente.

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