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Suspeito usou martelo para matar ex-sogro pastor e outras vítimas por dívida com agiotas, diz delegado

Em entrevista à imprensa na noite desta segunda-feira (17), o titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), delegado Ricardo Cunha, divulgou os primeiros detalhes oficiais sobre a chacina que deixou três pessoas mortas e uma quarta ferida no bairro São Jorge, Zona Oeste de Manaus.

Segundo o delegado, o suspeito Ezenilson Silva de Souza foi preso e colaborou com as investigações, relatando aos policiais a dinâmica do crime. A principal motivação apontada até o momento está relacionada a uma dívida de R$ 16 mil com agiotas e à recusa da vítima principal em continuar dando dinheiro ao suspeito.

“O que levou de fato a esta tragédia é que uma das vítimas era ex-genro dele. E essa pessoa, que era um pastor, o ajudava financeiramente. E neste dia, ele foi lá novamente pedir dinheiro, porque ele estava devendo R$ 16 mil para agiotas”, explicou Ricardo Cunha.

Conforme o relato apresentado pelo suspeito à polícia, Ezenilson entrou sorrateiramente na residência enquanto as vítimas dormiam. Após um novo desentendimento com o pastor, que teria se recusado a entregar mais dinheiro, o suspeito iniciou os ataques dentro do quarto da vítima.

As outras pessoas que estavam na casa também foram atingidas após acordarem e presenciarem a invasão. Segundo o delegado, elas teriam sido mortas como “consequências” da ação.

Ricardo Cunha confirmou ainda que a arma utilizada no crime foi um martelo. O objeto, segundo o suspeito, foi descartado em um igarapé próximo ao local da chacina.

“Foi, foi um martelo. Ele já se desfez desse martelo, ele jogou lá no igarapé ali próximo ao local do crime”, afirmou o delegado.

O delegado informou que os detalhes apresentados nesta segunda-feira são apenas uma prévia das investigações. Uma coletiva de imprensa oficial está prevista para esta terça-feira (18), quando a DEHS deverá apresentar mais informações e evidências sobre a dinâmica da chacina.

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